movimento música nobre – Paula Musique https://paulamusique.com Um som diferente para sua vida Tue, 17 Aug 2021 22:05:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.7.14 Orgulho ou Vergonha: Música, Educação e Indústria no Brasil https://paulamusique.com/orgulho-ou-vergonha-musica-educacao-e-industria-no-brasil/ https://paulamusique.com/orgulho-ou-vergonha-musica-educacao-e-industria-no-brasil/#comments Sat, 02 May 2020 03:08:05 +0000 https://paulamusique.com/?p=8503 Alguns dizem que a arte na música morreu. Mas se for verdade, quem matou? O problema está na falta de educação musical ou na incoerência da indústria da música? Você se orgulha ou se envergonha do atual cenário da música no Brasil? :: [aperte ⌘ + ou control + para aumentar o tamanho da letra, se você estiver lendo no computador] [este artigo foi escrito originalmente em inglês] ⌘ ORGULHO OU VERGONHA: MÚSICA, EDUCAÇÃO...

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Alguns dizem que a arte na música morreu. Mas se for verdade, quem matou? O problema está na falta de educação musical ou na incoerência da indústria da música? Você se orgulha ou se envergonha do atual cenário da música no Brasil?
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[este artigo foi escrito originalmente em inglês]

indústria da música

Foto: Pixabay (a imagem escolhida é bastante simbólica)


ORGULHO OU VERGONHA: MÚSICA, EDUCAÇÃO E INDÚSTRIA NO BRASIL

por Paula Musique

A música transforma vidas. A música é um processo de cura e desenvolvimento cerebral, pode influenciar as pessoas em suas decisões, humor, comportamento e até mesmo no status de relacionamento. Segundo o filósofo, estadista e poeta romano Boécio (ca. 480-524), “a música faz parte da nossa natureza humana e tem o poder de melhorar ou degradar nosso caráter”.

A música no Brasil tem recebido críticas crescentes dos próprios brasileiros, de todas as origens socioeconômicas e também do ambiente artístico-musical. Dizem que algo é alarmante na letra das músicas. Por que eles estão reclamando? Se há um problema, qual é e de onde vem? Do sistema educacional? Da indústria da música? Os brasileiros estão exagerando? Há motivos para se orgulhar ou se envergonhar da música brasileira?

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“A música no Brasil virou pornográfica ou de corno. Sem poesia. Sem arte. O que matou a arte no Brasil, eu me pergunto?!” – disse Deborah Blando, cantora italiana naturalizada brasileira, que recebeu destaque nos anos 90. Ela anunciou no ano passado que estava deixando o Brasil e, segundo ela, esta decisão foi motivada pela direção da indústria da música no país. Pesquisas acadêmicas e mercadológicas também demonstram a insatisfação dos brasileiros com a música deste século. Mas nem sempre foi assim.
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MÚSICA: ORGULHO NACIONAL DO PASSADO

A partir da década de 1950, o Brasil experimentou uma fervura musical nunca vista antes: havia jovem guarda, bossa nova, música de protesto e tropicalismo. Os festivais de música brasileira foram responsáveis ​​por despertar o público com artistas cantando a esperança. Na década de 1960, havia um orgulho nacional pela produção e consumo de música de qualidade. A indústria exportava “hinos nacionais”. A música brasileira compartilhava um sentimento de patriotismo e pertencimento.

Os festivais de música haviam se estabelecido e eram muito populares no país. Além disso, na segunda metade da década de 1960, estavam sendo construídas as bases do que seria conhecido como MPB. E sob o guarda-chuva da MPB estavam incluídos: samba, bossa nova, baião, forró e modinha. Naquela época, a música era ensinada em escolas públicas e privadas, dando aos alunos a oportunidade de cantar em um coral ou tocar na banda.
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A “GRANDE” MÍDIA

Infelizmente, tanto a educação musical quanto a indústria mudaram no Brasil. É verdade que a música brasileira que está na grande mídia, é hoje em dia cada vez mais pobre e que os artistas que estão sob os holofotes, em sua quase totalidade, não representam a real qualidade dos músicos brasileiros que ficam “por trás das cortinas”? Se sim, de quem é a culpa?

Considerando-se o que é promovido pela indústria, a música brasileira nunca foi tão simplista, confinada a letras que abusam de palavras repetidas e poucos acordes no quadro de harmonia. Há décadas a massificação da música com os programas de auditório na TV e nas rádios têm mudado o cenário da música.

Estudos mostram que a falta de educação musical nas escolas influenciou a direção do gosto musical dos cidadãos. Devido à falta de conhecimento e acesso a uma gama mais ampla de gêneros musicais, compositores e artistas; os brasileiros se limitam a ouvir uma pequena variedade de gêneros – os tocados nas estações de rádio e programas de televisão mais populares.

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QUEM MATOU A ARTE NA MÚSICA?

Alguns dizem que a arte na música morreu. Mas se for verdade, quem matou? Aqui mora um impasse. Costuma-se dizer que foi o público. Quando há consumidores, há comercialização. Músicos com formação superior em Música acham difícil serem notados pela indústria e não podem ter a Música como sua principal fonte de renda. Por outro lado, alguns destes artistas, que em verdade preferiam estar produzindo outro tipo de repertório, decidem entrar no mercado e fazer o tipo de música que o público mais consome.

Há música de alta qualidade sendo produzida no Brasil e músicos com talento excepcional. Existem até mesmo artistas nossos, reconhecidos em terras estrangeiras com prêmios internacionais e que não recebem espaço em solo verde-amarelo. Além disso, muitos artistas já migraram para outros países, onde outros gêneros musicais são mais valorizados. Nos debates acadêmicos da faculdade de Música e nas rodas de amigos, os músicos se perguntam se o problema realmente é o público, pois talvez o problema venha de outra direção: da falta de educação musical ou da indústria. De que maneira um influencia o outro? As pessoas ditam o que a indústria produz ou a indústria diz o que as pessoas irão ouvir?

“A música no Brasil virou pornográfica ou de corno. Sem poesia. Sem arte. O que matou a arte no Brasil eu me pergunto?! – Deborah Blando

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EDUCAÇÃO E A INDÚSTRIA DA MÚSICA

Assim como em muitos outros países, a falta de educação musical e a gestão da indústria da música no Brasil são problemáticas. E se as pessoas ouvem o que ouvem porque não foram amplamente apresentadas a outras opções? Os brasileiros precisam conhecer e entender as possibilidades musicais que vão além do que a mídia recomenda. No entanto, é difícil apreciar o que não entendemos. Isto faz sentido. Lembrando-se dos tempos de escola, quais matérias os alunos mais gostavam e quais detestavam? Geralmente, os alunos não gostam das matérias que não entendem bem. Se a plateia não compreende o jazz ou a música erudita, como irão, verdadeiramente, apreciar?

O Brasil precisa de uma nova realidade para o cenário da educação musical e da indústria. Um ambiente onde mais gêneros musicais são valorizados e compreendidos. Onde todos os tipos de manifestações musicais sejam respeitados com seus limites – não importa se é música da favela ou da elite.

A educação musical deve ser projetada para desenvolver a curiosidade dos alunos pelo mundo da música: ópera, chorinho, rock, jazz, blues, gospel, soul, hip hop, violino, piano, trompete, sax, flauta, violão, ukulele, percussão, guitarra, teremim, por exemplo. O Brasil deve ser um lugar onde mais cantores saibam solfejar e ler música.

“A indústria se comportaria de outra maneira diante de uma plateia mais exigente” – Paula Musique

Algo é alarmante sobre a letra das músicas de alguns gêneros: a forma como objetificam as mulheres e sensualizam as crianças. Alguns dizem que as ditas são uma forma de empoderamento, outros dizem que é depreciação. Ou seja, é um tópico polêmico que precisa de pesquisa, tratando de forma transversal conceitos dentro da Música, Educação, Psicologia, Sociologia e Filosofia para responder à questões como: Por que há professores que acham saudável para a formação dos pequenos que eles cantem sobre conteúdo adulto: promiscuidade, libertinagem, vulgaridade? Qual é a intenção deles por trás disto? Por que os homens acham que as mulheres gostam das músicas que as chamam de cachorras ou prostitutas? Será que é porque estão cantando a verdade e é assim que as mulheres se veem? Para os brasileiros, o que significa “respeito”? Este texto não pretende responder estas e nem outras questões que foram levantadas, pois a intenção é motivá-lo a pensar sobre o assunto.

“A música faz parte da nossa natureza humana e tem o poder de melhorar ou degradar nosso caráter” – Boécio

Mas na minha opinião, todos deveriam aprender sobre música e seus benefícios desde a infância. Poderiam ser ensinados sobre o poder da música na mente e no comportamento humano – apresentando as pesquisas que falam de música e ética ou música e a influência das letras cantadas/ouvidas.

Todos deveriam ter acesso a bons professores de música em escolas públicas e privadas, com oportunidades para cantar em um coral e tocar em uma banda. Além disso, famílias com condições financeiras poderiam incentivar mais seus filhos a estudar um instrumento musical, principalmente devido a todos os aspectos positivos da prática do instrumento.

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Crianças e adolescentes que tiverem o privilégio de conhecer a amplitude do universo da Música terão meios para escolher mais conscientemente e formar seus interesses e preferências musicais. Provavelmente, a indústria se comportaria de outra maneira diante de uma plateia mais exigente.

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Foto: Pixabay

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O DILEMA DA INDÚSTRIA DA MÚSICA

Todavia, voltando para a realidade brasileira: há um dilema na indústria da música. A indústria deve ser ética e promover a música de forma responsável ou o lucro é o foco principal, independentemente de como será alcançado? No Brasil, não está claro se são as pessoas que consomem, acostumam-se e aceitam o que a indústria oferece ou se a indústria gostaria de oferecer mais variedade e qualidade, mas é refém do gosto do público.

“O Brasil precisa de uma nova realidade para o cenário da educação musical e da indústria. Um ambiente onde mais gêneros musicais são valorizados e compreendidos” – Paula Musique

Acredito que o Brasil tem orgulho de muitos de seus músicos, visto que existe uma vasta produção musical em múltiplos gêneros e, graças às redes sociais, músicos com um diferencial se tornam conhecidos e populares. Se tivessem o apoio da indústria, poderiam alcançar públicos maiores. Acredito que o Brasil tenha motivos para se envergonhar, pois existem videoclipes explorando crianças que cantam e dançam em meio a inúmeros bumbuns chacoalhando diante deles. O Brasil deveria ter vergonha de não criminalizar este tipo de situação.
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FUTURO: UM BRASIL COM ORGULHO NACIONAL

Por fim, há uma gama de temáticas para estudos e pesquisas que foram apresentados aqui e podem ser explorados por acadêmicos e demais interessados. E as pesquisas que já foram desenvolvidas precisam ser reescritas em uma linguagem acessível e divulgadas a todos. Precisa-se consultar o público; estudar os efeitos das letras das músicas na vida dos ouvintes; analisar os aspectos psicológicos, sociológicos e antropológicos que relacionam a educação musical à indústria e como isso se reflete nas escolhas musicais das pessoas.

O Brasil pode vir a se orgulhar muito de sua música novamente. É preciso um esforço conjunto. É necessária uma conscientização geral sobre a importância da educação musical e como a indústria pode contribuir para uma variedade maior de artistas, abrindo novas possibilidades tanto para a classe artística quanto para sua audiência.

Você acha que este tipo de reflexão é importante? Então deixe seu like e compartilhe no seu WhatsApp e Facebook. É uma forma de você me dar um “oi” e apoiar este trabalho. ;)
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Vamos conversar!

Em todas as perguntas inseridas no artigo, estamos nos referindo às músicas que estão sob os holofotes, aquelas que são as mais tocadas nas rádios, com mais visualizações no YouTube ou com mais participações nos programas de TV:
– A arte na Música morreu? Se sim, quem matou?
– As pessoas ditam o que a indústria produz ou a indústria diz o que as pessoas irão ouvir?
– A indústria deve ser ética e promover a música de forma responsável ou o lucro é o foco principal, independentemente de como será alcançado?
– O que poderia ser feito para que o brasileiro voltasse a sentir aquele orgulho nacional pela produção e consumo de música de qualidade?
– Você se orgulha ou se envergonha do cenário da música no Brasil?

IMPORTANTE: Se você souber de bons artigos, pesquisas ou matérias sobre os assuntos abordados aqui; por favor, envie o arquivo ou link para paula@paulamusique.com. Estamos preparando mais textos sobre estes temas e quanto mais referências bibliográficas tivermos, melhor. Obrigada.

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A Modinha no Brasil: conheça a origem da música brasileira https://paulamusique.com/modinha-no-brasil-conheca-a-origem-da-musica-brasileira/ https://paulamusique.com/modinha-no-brasil-conheca-a-origem-da-musica-brasileira/#comments Wed, 29 Apr 2020 21:21:38 +0000 https://paulamusique.com/?p=8450 Apresento-lhe este gênero musical tão pouco conhecido pelo povo de nosso Brasil: a modinha brasileira. – por Paula Musique – Quem acompanha o blogue já sabe que um dos objetivos aqui é a difusão do Movimento Música Nobre, sendo que “música nobre” não se refere à música dos nobres da realeza; mas sim, significa música que respeita e música que é respeitada. Música nobre é aquela que faz o bem e que não encoraja...

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Apresento-lhe este gênero musical tão pouco conhecido pelo povo de nosso Brasil: a modinha brasileira.

Imagem: Reprodução

– por Paula Musique –

Quem acompanha o blogue já sabe que um dos objetivos aqui é a difusão do Movimento Música Nobre, sendo que “música nobre” não se refere à música dos nobres da realeza; mas sim, significa música que respeita e música que é respeitada. Música nobre é aquela que faz o bem e que não encoraja a objetificação das mulheres (e nem dos homens!) e tampouco a sensualização das crianças.

Em nosso contexto atual e histórico, temos muitos compositores e músicos nobres que merecem destaque. E há um gênero musical que foi muito popular séculos atrás e está quase que esquecido. No meio acadêmico-musical ele permanece vivo, mas caso você não seja do meio, quero presentear você com minha indicação musical de hoje: a MODINHA BRASILEIRA.

“A semente da música brasileira foi plantada com a mistura musical que envolvia
a música erudita e popular, de portugueses e brasileiros, brancos e negros, nobres e escravos, elite e povo
– todos em uníssono cantando e tocando o lundu e a modinha brasileira” 
– Paula Musique

Sugiro que você clique na canção a seguir e escute enquanto lê este artigo:

PORTUGAL E O FADO

[Dica: leia este parágrafo com sotaque português – fica muito mais charmoso]
Modinha brasileira é diferente do fado português, mas sabe o que me vem à mente? Quando fui à Portugal – e não vejo a hora de retornar -, fui a um belo lugar em Coimbra tomar café no fim de tarde, pois havia recebido um panfleto a comunicar que haveria fado ao vivo lá. O que dizer? Amei ouvir aquele senhor cantar, a usar uma toga preta e acompanhado por violões. Foi uma experiência diferente tomar café com vontade de chorar, de tãaaao triste que eram aqueles fados. Dias depois, em Lisboa, em algum bairro muito lindo e popular que esqueci o nome, fui jantar arroz de tamboril (prato tradicional português maravilhoso!) num restaurante cuja trilha sonora também era o fado. Achei muito fixe!
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RECOMENDAÇÕES DE UTILIZAÇÃO

Fico imaginando como seria envolvente se existisse uma casa de chá por aqui com apresentações semanais ao vivo de modinha brasileira. Já me imaginei com minhas amigas, falando de romance ao som de palavras de amor (risos).

Não é o tipo de música que cantamos na rodinha de amigos ou que colocamos na playlist da festa de aniversário. Porém, quero encorajar você que está cursando Música na universidade, para preparar uma modinha para tocar ou cantar no final do semestre. E você que está fazendo planos para seu casamento, pode incluir alguma modinha no repertório da cerimônia ou da festa – dará um toque de glamour.

Você pode estar pensando: “bem que esta que nos escreve poderia ir direto ao ponto e falar logo o que é modinha, de onde vem e citar mais exemplos para escutarmos” (risos). Honey, não posso. Sabe por quê? Porque não seria Blogue Paula Musique. Para quem não gosta, basta ir à Wikipedia que obterá respostas rápidas e sucintas. ;)

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O QUE É A MODINHA BRASILEIRA

É um gênero musical de canções líricas, sentimentais, que praticamente sempre falam de romance e que, às vezes, são declarações diretas de amor.

“Modinha é a mais rica das formas pela qual se manifesta a inspiração poética do nosso povo” – José Veríssimo

COMO SURGIU A MODINHA BRASILEIRA

Este gênero está nas raízes da música popular tanto do Brasil quanto de Portugal. Segundo Monteiro (2018), vem da moda portuguesa, que migrou dos meios rurais para os grandes centros urbanos e colônias do Império Português – que inclui o Brasil -, entre os séculos XVII e XVIII.

A palavra moda ganhou o diminutivo modinha para identificar este gênero que sofreu adaptações da cultura brasileira, caiu no gosto do povo e ficou sendo chamada de “modinha brasileira”.

Ou seja, a moda portuguesa encontra no Brasil um lugar para se desenvolver. Pouco a pouco, mistura-se com o lundu, música praticada pelos negros da colônia, originando a partir daí a modinha brasileira, que passou a ser um gênero próprio – distinto da moda que veio de Portugal. Entretanto, quando foi levada a Portugal, encantou a corte e a sociedade portuguesa da época.

Existe um consenso entre a maioria dos estudiosos explicando que foi o poeta e músico mulato brasileiro Domingos Caldas Barbosa (filho de um português com uma mulher angolana escravizada) o responsável pela introdução da modinha brasileira em Portugal, pois, após passar sua juventude em contato com modinhas e lundus no Rio de Janeiro, vai a Lisboa e lá difunde estes gêneros, passando a ser cultivados nos salões por compositores eruditos.

Confissão: tenho uma queda por músicas de caráter lírico, que, para mim, vai do fado à modinha, dos musicais clássicos até a ópera. Um deleite para os ouvidos!

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Obra de Johann Moritz Rugendas (1802-1858) representando a dança do lundu no Brasil

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CARACTERÍSTICAS DA MODINHA BRASILEIRA

A biografia da modinha é cheia de contradições, mas suas características revelam-se, ao longo do tempo, bastante amplas.

A modinha não têm uma estrutura rígida. Pode ou não ter introdução ou coda. Pode ter duas ou três estrofes, por exemplo. Há predominância de tonalidades menores e de andamentos moderados. O canto é, normalmente, acompanhado por violão, flauta, cravo e/ou piano. A formação instrumental para a qual foi escrita também variou conforme a história.

Em decorrência das diversas influências, encontra-se, na análise de partituras e relatos, grande variedade de formas (em duas estrofes A-B; em duas estrofes e refrão A-A-B; em estrofe e refrão A-B; em duas estrofes e “stretto”, que faz às vezes refrão A-A-D), compassos inicialmente binários que, notando a influência das danças ternárias que surgiram, principalmente, a partir da chegada em 1808 da Corte Portuguesa ao Brasil – citamos a valsa, scottish, polcas, dentre outras – adotou o compasso ternário.

O prestígio da moda era tal que até virou trocadilho: “está na moda, no reinado de D. Maria I, cantar a moda”.

A moda a duo ou solo era executada por solistas de escola e por mestres de contraponto. Os compositores das modas portuguesas, ou eram músicos que compunham ópera, como Marcos Portugal; ou compositores sacros de renome como Pe. José Mauricio. Inicialmente, “modas requeriam o cravo e a voz empostada” (ARAÚJO, 1963, p. 30). Tendo, quando popularizada, admitido o violão e cantada por seresteiros e românticos.

A modinha é tida, juntamente com o lundu, como das principais raízes da música popular brasileira. É através do lundu que a cultura africana nos dá a síncope: o seu maior legado à música brasileira e que dará origem ao samba mais tarde (Andrade, 1972). Ambos os gêneros – modinha e lundu – passaram por uma socialização, uma reciclagem, uma adaptação à outras esferas sociais; eram música de salão e também música das ruas – era a criatividade e musicalidade da elite e do povo misturadas e formando as raízes da música do Brasil.

Marcondes (1998) explica que:

“Só nos fins do Império e começos da República, a modinha, já inteiramente aculturada, reflete a sensibilidade e o gosto do povo brasileiro. A modinha se populariza. Deixa o recinto fechado dos salões e se expande nas ruas, ao relento, nas noites enluaradas, envolta nos acordes do instrumento que, no Brasil, se tornou o seu companheiro inseparável – o violão. É a fase em que pontificam Laurindo Rabelo, Xisto Bahia, Melo Morais Filho, Catulo da Paixão Cearense”.

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PRINCIPAIS LETRISTAS E COMPOSITORES

Dentre os principais compositores torna-se indispensável citar, novamente, Caldas Barbosa (1740-1800), tido por muitos como o “pai da modinha”.

Domingos Caldas Barbosa
Imagem: Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil

São apontados, ao longo da história, os nomes de Gregório de Matos (1633-1696), Antônio José da Silva – o Judeu (1705-1739) e Tomás Antônio Gonzaga (1744-?1808) como precursores da modinha.

Cabe mencionar também Joaquim Manuel, outro mestiço brasileiro que teve a honra de ser editado em Paris, em 1824, num álbum de vinte modinhas harmonizadas por Sigismund Neukomm, o discípulo preferido de [pasmem!] Joseph Haydn (1732-1809) que morou no Rio de Janeiro de 1816 a 1821 [Haydn não morou no Brasil, foi o Neukomm].

Durante o primeiro reinado cita-se: Cândido Inácio da Silva, Gabriel Fernandes da Trindade, Padre José Maurício Nunes Garcia, Padre Teles, Leal e outros. Durante o segundo reinado: Gonçalves Dias, Castro Alves, Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Fagundes Varela – estes tiveram a letra de seus poemas musicados.

// … era a criatividade e musicalidade da elite e do povo misturadas e formando as raízes da música do Brasil.

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A MODINHA BRASILEIRA NOS DIAS DE HOJE

O grau de influência da modinha na MPB de hoje está no lirismo das letras e na harmonia das melodias.

Mário de Andrade (1972) observou que:

“À medida que esta (a modinha) desaparece ou vive mais desaparecida dos seresteiros, vai sendo, porém, substituída pelo samba-canção, que é realmente uma modinha nova, de caráter novo, mas canção lírica solista, apenas com uma rítmica fixa de samba, em que, porém, a agógica não é mais realmente coreográfica, mas de canção lírica. Ora, isso é uma evolução lógica, por assim dizer, fatal. A modinha de salão, passada pra boca do povo, adotou mesmo ritmos coreográficos, o da valsa e o do xote principalmente. Ora, estes eram sempre ritmos importados, não de criação imediata nacional. O samba-canção é a nacionalização definitiva da modinha”.

Inúmeros gêneros musicais brasileiros da atualidade estão enraizados neste passado bem distante.

Araújo (1963) opina assim: “dizem que a modinha morreu. Ela não morrerá, porque já não é mais uma canção, mas um estado de alma. Ela está na própria essência emotiva da nacionalidade”.

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A que ponto chegamos. Vemos aqui a história da mistura musical que envolvia a música erudita e popular, de portugueses e brasileiros, brancos e negros, nobres e escravos, elite e povo em uníssono plantando a semente da música do Brasil.

Orgulho-me do plantio. A colheita de anos passados também me orgulha, na maior parte do tempo. Porém, parece-me que em meio à safra dos anos mais recentes há alguns frutos podres. Estaria, eu, sendo radical?

. . . . .


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PLAYLIST DA MODINHA BRASILEIRA

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BIBLIOGRAFIA

ANDRADE, Mário de. Ensaio sobre a música brasileira. São Paulo: Martins Fontes, 1972.
ARAÚJO, Mozart. As Modinhas e o Lundu no século XVIII. São Paulo: Ed. Ricordi, 1963.
KIEFER, Bruno. A Modinha e o Lundu. Porto Alegre: Ed. Movimento 2ed, 1986.

LIMA, Edilson. As Modinhas do Brasil. São Paulo: Ed. da USP, 2001.
MARCONDES, Marcos (org.). Enciclopédia da Música Brasileira: Erudita, Folclórica e Popular. 2 ed. São Paulo: Art Editora, 1998.
MONTEIRO, José. Modinha: um estudo etimológico sobre o termoRevista Intellèctus, ano XVII, n. 1, p. 125-143, 2018.
VALENÇA, José. Modinha: Raízes da Música do Povo. São Paulo: Empresas Dow, 1985.

LIVROS SOBRE A HISTÓRIA DA MÚSICA ERUDITA

Se você gosta de história, se você gosta de ler biografias e de perceber como o mundo foi se transformando com o passar dos anos, então você vai curtir muito conhecer a História da Música e saber mais sobre os compositores e músicos que revolucionaram a mais bela das artes na época em que viveram. Bach, Mozart, Beethoven, Liszt, Schumann, Debussy, Schoenberg. Óperas, concertos, sinfonias, prelúdios, sonatas. Surdez, loucura, inveja, tragédias, doenças, reis, corações partidos, mistérios. DELÍCIA! Ouvir uma peça de Chopin após ter lido sobre sua vida e o período em que viveu tem um gosto diferente. Recomendo que você escolha pelo menos um bom livro de História da Música para ler por inteiro e ter em sua biblioteca.

Se você é professor de música, falar sobre este assunto já faz parte do seu planejamento de aula e poder aprender novos detalhes para compartilhar certamente dá aquele plus para suas aulas e os alunos adoram ouvir as curiosidades sobre a vida dos compositores – que era cheia de drama e inspiração para as músicas que escreviam.

Abaixo recomendo 4 OPÇÕES para você. Dependendo do nível que você está na música, há livros mais adequados para você. Os livros mais críticos são interessantes para quem já conhece o básico sobre as características dos períodos históricos e dos compositores e quer ser instigado a refletir sobre aspectos mais profundos da música erudita, além de conhecer curiosidades sobre os compositores que não se aprende em aulas básicas de HMus. Se você é iniciante, é mais apropriado ler primeiro um livro informativo sobre o básico de cada compositor e período histórico, além de escutar o repertório dos referidos artistas. História da Música é bom demais e, vai por mim, depois que você ler sobre o assunto, ouvir Vivaldi, Haydn ou Tchaikovsky terá outro sabor.

Sugiro alguns livros de História da Música para você
(clique nas imagens para conhecer mais sobre cada um e adquirir):

Uma Breve História da Música
História da Música Ocidental
O Triunfo da Música: a ascensão dos compositores, dos músicos e de sua arte
O Livro de Ouro da História da Música

         
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O Comportamento do Consumidor de Música no Brasil https://paulamusique.com/comportamento-do-consumidor-de-musica/ https://paulamusique.com/comportamento-do-consumidor-de-musica/#comments Sun, 09 Feb 2020 04:26:25 +0000 https://paulamusique.com/?p=8027 Penso que precisamos de mais pesquisas e trabalhos científicos voltados para a compreensão da indústria e da cultura da música no Brasil. Afinal, qual é o gênero mais ouvido pelo consumidor de música brasileiro? – por Paula Musique – (Se você é professor de Educação Artística ou de Música na escola, sugiro que leve este debate para a sala de aula. Você pode pedir que os alunos leiam este texto para conversar na semana...

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Penso que precisamos de mais pesquisas e trabalhos científicos voltados para a compreensão da indústria e da cultura da música no Brasil. Afinal, qual é o gênero mais ouvido pelo consumidor de música brasileiro?

– por Paula Musique –

(Se você é professor de Educação Artística ou de Música na escola, sugiro que leve este debate para a sala de aula.
Você pode pedir que os alunos leiam este texto para conversar na semana seguinte)

PESQUISAS SOBRE O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR DE MÚSICA NO BRASIL


Há pouco material para ser utilizado como referência estatística. E dentre o que temos, até que ponto os dados são confiáveis? A amostra utilizada na pesquisa é relevante para o tema trabalhado?

Tanto em palestras da universidade e festivais de música & empreendedorismo, como em artigos de revistas ou listas de músicas mais ouvidas nas rádios ou serviços de streaming, há uma diferença considerável quanto aos gêneros musicais mais tocados. Há quem diga que funk e sertanejo estão no topo da lista, porém outras pesquisas dizem que pop, MPB e sertanejo são os que lideram. Ao menos um gênero se destaca em todas as pesquisas: o SERTANEJO. E isto me faz concluir que realmente este é um dos dois gêneros mais consumidos no Brasil (e não é apenas uma impressão que eu e outras pessoas têm). Mas qual seria o outro? Funk, pop ou MPB? Parece-me que ninguém sabe responder esta dúvida. E não julgo. Não é fácil obter esta resposta.

Entretanto, por exemplo, é mais simples conseguir dados referentes a:
– quais os gêneros mais ouvidos pela classe E na rádio?
– quais os gêneros mais ouvidos pela classe A na internet?
– quais os gêneros mais ouvidos na rádio e na internet pelos moradores de Florianópolis?

Conduzir uma pesquisa para responder “qual o gênero mais ouvido no Brasil” é um desafio, por isso, fragmentar a pergunta facilita a coleta e análise de dados.

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Leia: A importância da leitura de partitura
O mercado e a cultura da música no Brasil
Divirta-se com as pérolas dos vestibulares de Música
Aprenda a ler partituras com exercícios automatizados
A valorização da música coral
Performances favoritas de música coral
Música coral no cinema

COMO É O CONSUMIDOR DE MÚSICA NO BRASIL


Imagino que você também tenha muitos questionamentos quanto ao comportamento do consumidor de música no Brasil. Para apresentar aos poucos o Movimento Música Nobre, temos que compreender mais sobre a realidade de mercado e da cultura da música em nosso país, como escrevi no meu último artigo.

Por isso, vou compartilhar algumas pesquisas por aqui de vez em quando. Vamos começar com esta da Opinion Box e, em breve, irei divulgar uma do SEBRAE.

Esta pesquisa se chama “Pesquisa Comportamento do Consumidor: MÚSICA” e foi realizada em março de 2019, com 2.040 respondentes, de todas as regiões do Brasil, online, com o painel de consumidores cadastrados na plataforma da Opinion Box – fato este que interfere diretamente nos resultados da pesquisa, pois não sei de que forma eles conseguiram registrar pessoas da Classe Social E e não fica claro qual a porcentagem de participantes desta Classe, visto que eles colocam as Classes C, D e E juntas no mesmo “bolo”.

A pirâmide do aprendizado
Como fazer um plano de ensino impecável
Teste seus conhecimentos em História da Música

 

pesquisa consumidor música option box

Fonte: opinionbox.com

Entretanto, é importante conhecermos os dados, mesmo que esta pesquisa não represente coerentemente o perfil do consumidor de música no Brasil.

Vale mencionar que a Opinion Box tem centenas de clientes, vários de muito peso, que já encomendaram pesquisas diversas e foi eleita pelas grandes empresas a startup mais atraente de Marketing de 2018.

Você poderá conferir a pesquisa na íntegra ao fim do texto.

ALGUNS DESTAQUES DA PESQUISA


Esta pesquisa avaliou o comportamento do consumidor brasileiro, abordando o mercado da música. Alguns destaques da pesquisa:

  • Quase 80% das pessoas ouvem música todos os dias, ou seja, nosso povo brasileiro gosta mesmo de música – uma boa notícia para nós que trabalhamos com isto.

 

  • Os estilos musicais preferidos são o pop, o sertanejo e a MPB.
    (E esta questão me deixou com a “pulga atrás da orelha”, pois, pelo menos pelo senso comum, sabemos que a música clássica está longe de ser um dos estilos favoritos no Brasil e mais ouvida que o funk. Quando vi este infográfico pensei: “uau, este é o Brasil que eu quero! Mas isto está longe de ser uma realidade.)

    pesquisa consumidor música option box

    Fonte: opinionbox.com

     

  • O meio mais utilizado para se ouvir música são os aparelhos celulares. O rádio já não está no topo da lista, mas ainda é usado por boa parte do público.

 

  • Interessante observar que 2% dos respondentes usam vinil, ou seja, isto corresponde a 40 pessoas que investem neste tipo de mídia – parece uma porcentagem baixa, mas é uma oportunidade de mercado, pois o público que adquire vinil investe alto em cada exemplar, por isso muitos artistas estão produzindo vinis novamente.

 

  • A maioria das pessoas escuta música arrumando a casa (71%).

 

  • Mais de 60% dos respondentes afirmam não viver sem música e mais de 70% são como eu (e talvez como você?): ouvem repetidamente aquela música nova que gostam até cansar.

 

pesquisa consumidor música option box

Fonte: opinionbox.com

 

  • Entretanto, apenas 40% das pessoas apoiam diretamente os artistas comprando músicas ou frequentando shows – isto é algo que o Movimento Música Nobre tem como objetivo: conscientizar o público sobre o apoio financeiro necessário aos artistas que não recebem investimentos da indústria.

 

  • 71% das pessoas fazem download de música, porém apenas 14% pagam por isto.

Outros aspectos foram considerados na pesquisa, então recomendo que você confira a pesquisa na íntegra aqui.

Questões curiosas que me surgiram ao analisar os infográficos:

– dentre as pessoas que escutam música o dia inteiro, onde escutam e quais gêneros?
– dentre as pessoas de classe E, quais os gêneros musicais mais ouvidos? Estas pessoas sabem identificar gêneros como jazz, blues e chorinho, por exemplo?
– a classe A utiliza serviços pagos para escutar música?

Nesta pesquisa da Opinion Box, se eles cruzassem dados das diversas perguntas feitas, seria possível resolver estas questões acima.

Se você é pesquisador, professor ou universitário, sugiro que pense na possibilidade de realizar estudos e pesquisas mais detalhadas sobre os temas abordados neste trabalho apresentado. Precisamos.

Confira a pesquisa na íntegra aqui.

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Se você é professor de Educação Artística ou de Música na escola, sugiro que leve este debate para a sala de aula.
Você pode pedir que os alunos leiam este texto para conversar na semana seguinte.

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QUAL É A SUA OPINIÃO?


Fique à vontade para comentar os resultados da pesquisa.

+ Leia: A importância da leitura de partitura
Divirta-se com as pérolas dos vestibulares de Música
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Performances favoritas de música coral
Música coral no cinema

O MELHOR LIVRO DE TEORIA MUSICAL

Apresento o meu livro FAVORITO de Teoria Musical – de todos que já li (amo o tema) este é o melhor. Para quem quer entender tudo de teoria, ser expert em leitura de partitura, conhecendo o nome de todos os símbolos musicais e para que servem, este é o clássico da Teoria da Música, escrito pelo tcheco Bohumil Med – o mais completo compêndio escrito em português. Por isto é o IDEAL PARA VESTIBULANDOS do curso de Música.

Li por inteiro pela primeira vez quando era ainda adolescente (enchi o meu de marcações e grifos) e é o livro-base que utilizo para lecionar leitura musical. É muito detalhado e didático. Excelente para iniciantes que querem começar na música com o pé direito e também para músicos profissionais e professores que querem se aperfeiçoar, compreendendo as particularidades da mais bela de todas as artes: a Música!

Resumindo:
É o livro NÚMERO 1 DA TEORIA DA MÚSICA.
Se você pode comprar apenas um livro de teoria, deve ser este.
Conteúdo: Tudo sobre teoria da música, em detalhes, de forma muito didática e com exercícios simples para fixar o assunto.
Para quem é: iniciantes na Música, músicos profissionais, professores e VESTIBULANDOS!
Detalhes sobre o livro: a 5a edição é de 2017, tem 621g e “apenas” 399 páginas de pura magia musical.
Recomendações: Ler com muita atenção, ao som de boa música (recomendo jazz ou erudito) e tomando sua bebidinha favorita.
Exercícios: Para acompanhar o livro de teoria, você pode adquirir o volume que vem cheinho de exercícios COM GABARITO para você fixar o conteúdo que estudou ou para usar como atividades para seus alunos de música.

 

Teoria da Música. Vademecum da Teoria Musical

Teoria da Música. Livro de Exercícios

*Se você comprar pelo meu link, o preço será exatamente o mesmo e eu ganho uma comissãozinha. Ebaaa!

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O Mercado e a Cultura da Música no Brasil https://paulamusique.com/mercado-e-cultura-da-musica-no-brasil/ https://paulamusique.com/mercado-e-cultura-da-musica-no-brasil/#comments Sun, 19 Jan 2020 02:53:00 +0000 http://paulamusique.com/?p=7425 Saiba que não é apenas no Brasil que milhões de pessoas reclamam da produção musical dos últimos anos. Outros países percebem uma grande mudança no cenário musical – para pior. Por que esta insatisfação com a cultura da música? Qual é o tipo de música mais consumida no Brasil e no mundo? Que tipo de artista vende mais? Por que nas décadas passadas se cantava mais a esperança, um futuro melhor, o amor verdadeiro...

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Saiba que não é apenas no Brasil que milhões de pessoas reclamam da produção musical dos últimos anos. Outros países percebem uma grande mudança no cenário musical – para pior. Por que esta insatisfação com a cultura da música? Qual é o tipo de música mais consumida no Brasil e no mundo? Que tipo de artista vende mais?

Por que nas décadas passadas se cantava mais a esperança, um futuro melhor, o amor verdadeiro e eterno, a gentileza de ajudar o próximo, a insatisfação política ou o patriotismo? Quais seriam as influências históricas que abalaram a cena musical? Será que o cenário musical no Brasil precisa de mudanças? Se sim, quais? Se não, por quê?

(Se você é professor de Educação Artística ou de Música na escola, sugiro que leve este debate para a sala de aula.
Você pode pedir que os alunos leiam este texto para conversar na semana seguinte)

– por Paula Musique –

Foto: Reprodução

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Você está satisfeito com o MERCADO E A CULTURA DA MÚSICA NO BRASIL?


Se não está, será que você pode fazer algo para transformar este cenário? Ficar parado reclamando resolve algo? Historicamente, percebe-se que mudanças positivas não aconteceram do dia para a noite. Não foi por mágica, mas sim por iniciativa de um grupo consistente que sabia onde queria chegar.

“A vida não tem controle remoto. Você tem que levantar e mudar”

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Impossível transformarmos o cenário?


Há diversos caminhos para mudarmos o mercado e a cultura, mas é preciso um esforço CONJUNTO, CONSCIENTE e com muito ENGAJAMENTO. Leva tempo.

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“Não dá pra fazer nada. A indústria oferece o que as pessoas querem ouvir”


Deixe-me perguntar algo: e se as pessoas escutam o que escutam porque não foram cuidadosamente apresentadas a outras opções?

Os brasileiros precisam conhecer e entender possibilidades musicais que vão além do que a mídia recomenda.

A cultura da música afeta a indústria ou é a indústria que afeta a cultura da música?

Os brasileiros precisam conhecer músicos que estudam muito e apresentam um trabalho diferenciado, digno de muitos likes, compartilhamentos e ingressos vendidos; mas a maioria do povo não conhece porque nunca teve a oportunidade de ver/ouvir ou, quando tem oportunidade de ver/ouvir não se interessa, pois não entende o que se passa ali.

Carta aos maestros e coralistas do Brasil
Teste sobre história da música
Os benefícios do canto coral
Tipos de Coral (ou Coro)

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É difícil gostarmos do que não entendemos


Isto mesmo. Lembre dos tempos de escola: quais matérias você gostava e quais matérias detestava? Tenho quase certeza que você não curtia as disciplinas que não entendia bem – e às vezes, para atrapalhar ainda mais, o professor não-era-lá-aquelas-coisas.

É difícil gostarmos do que não entendemos.
Imagine uma pessoa que vai ao concerto de uma grande orquestra e:
– não sabe o nome dos instrumentos;
– não conhece os sons deles individualmente;
– não entende nenhum gesto do maestro; e
– não consegue perceber as diferenças entre uma obra de Mozart e uma de Stravinsky

Ou esta pessoa da plateia é uma exceção e gosta de tudo o que vê, fica encantado com o que escuta e não vê a hora de chegar em casa para googlear todas as dúvidas e achar respostas OU é uma pessoa comum que acha tudo chato, não entende nada daquilo e não vê a hora de sair dali para sintonizar na estação de rádio favorita e ouvir as músicas que ele entende.

Imagine uma pessoa que vai para um show de jazz e:
– também não entende quais são alguns daqueles instrumentos;
– não sabe o que é improvisação; e
– nunca ouviu falar nada sobre o jazz

Nós curtimos mais o que conhecemos e entendemos. Dizem que é por isso que em festas – de casamento ou de formatura, por exemplo -, quando as pessoas querem celebrar e se divertir, é quase que proibido tocar uma música autoral, pois todos querem ouvir os hits, as músicas que marcaram épocas.

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Foto: Pexels

É complicado valorizarmos um trabalho desconhecido


É complicado valorizarmos algo que nem sabemos quanto trabalho foi necessário para chegar àquele resultado.

Se você é pianista, você sabe quanto tempo levou para deixar aquelas cadências do Liszt bem afiadas. Só você sabe quantas vezes teve de repetir, coinscientemente, compasso por compasso dos estudos de Chopin. E quanto tempo levou para decorar alguma sonata de Beethoven com mais de 20 páginas? O público leigo nem imagina quão minucioso é o estudo do piano erudito e quantos detalhes temos de aprimorar até acharmos que está “pronta” para um recital. Será que eles sabem que há peças que levam 50h, 100h, 300h de estudo? Fica muito mais impressionante e emocionante assistir Martha Argerich tocando quando entendemos estes fatores.

Se você é violinista, você sabe quanto tempo levou para preparar os Caprichos de Paganini. Você sabe que um belo vibrato não surgiu do nada. Será que o público leigo já se deu conta de que o violino não tem casas como o violão, nem botões como o trompete e nem teclas como o piano? Será que eles sabem que para você acertar com precisão cada nota, principalmente em longas sequências de graus disjuntos, você teve que praticar exaustivamente?
Fica muito mais impressionante e emocionante assistir Sarah Chang ou David Garrett tocando quando entendemos estes fatores.

Conselhos sobre a saúde do pianista
30 Perguntas Intrigantes para se Perguntar Todos os Dias
Faça o teste sobre Instrumentos Musicais
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Uma nova realidade para a música no Brasil


Se todos os produtores, instrumentistas, cantores, maestros, professores de música e compositores se unirem, podemos sim, criar uma nova realidade para a música no Brasil: com um cenário onde mais gêneros musicais são valorizados e compreendidos. Podemos dar um novo rumo ao mercado e a cultura musical em nosso país. E vamos pensar mais além? Podemos influenciar o mundo com este movimento. Não precisamos ser o país que copia tudo de todos. Temos todo o potencial para sermos influenciadores, SIM! Ainda mais através da internet, um local quase que dominado por brasileiros. 

Você quer um Brasil onde há mais espaço e interesse por ÓPERA, CHORO, ROCK, JAZZ, BLUES, GOSPEL; onde há mais pessoas interessadas em aprender VIOLINO, PIANO, TROMPETE, SAX, VIOLA CAIPIRA, UKULELE, PERCUSSÃO; mais cantores que sabem ler partitura e solfejar; mais atenção da indústria da música e mais recursos do governo para músicos, maestros e professores que são competentes no que fazem?

Se cada músico fizer um pouco de movimento, juntos faremos uma grande movimentação.

Entretanto, acredito que deveria haver espaço para todas as manifestações culturais – e ainda mais àquelas que são educativas e inspiram o bem.

Ainda há esperança, sim; e somos nós, os insatisfeitos, que podemos transformar o presente, alterando assim o futuro.

Tenho minhas respostas prontas a estas perguntas, mas quero, primeiramente, saber o que vocês pensam. Este texto se propõe a fazer uma análise básica e trazer questões para você pensar.

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Se você é professor de Educação Artística ou de Música na escola, sugiro que leve este debate para a sala de aula.
Você pode pedir que os alunos leiam este texto para conversar na semana seguinte.

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QUAL É A SUA OPINIÃO?


Há muitas questões que foram levantadas neste texto. Fique à vontade para responder quantas vocês quiser.

+ Leia: A importância da leitura de partitura
Divirta-se com as pérolas dos vestibulares de Música
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A valorização da música coral
Performances favoritas de música coral
Música coral no cinema

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Uma Carta Importante aos Maestros e Coralistas do Brasil https://paulamusique.com/carta-aos-maestros-e-coralistas-do-brasil/ https://paulamusique.com/carta-aos-maestros-e-coralistas-do-brasil/#comments Fri, 18 Oct 2019 23:37:13 +0000 https://paulamusique.com/?p=7728 – por Paula Musique – . Maestros e Coralistas, recebam sob vossos dedos esta carta importante, vinda diretamente do sul do Brasil. Sul do Brasil, 18 de outubro de 2019 Queridos Maestros e Coralistas, Espero que esta carta vos encontre motivados com as atividades de vossos corais. Dando continuidade à Série Canto Coral, que faz parte da “Campanha Hey! Participa(rei) de um Coral“!, quero disponibilizar no blogue uma lista de CORAIS DO BRASIL e...

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– por Paula Musique –
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Maestros e Coralistas, recebam sob vossos dedos esta carta importante, vinda diretamente do sul do Brasil.

Arte: Fábio Raulino Design (@fabioraulino.dzn)

Sul do Brasil, 18 de outubro de 2019

Queridos Maestros e Coralistas,

Espero que esta carta vos encontre motivados com as atividades de vossos corais.

Dando continuidade à Série Canto Coral, que faz parte da “Campanha Hey! Participa(rei) de um Coral“!, quero disponibilizar no blogue uma lista de CORAIS DO BRASIL e ajudar a fazê-los mais conhecidos, assim como compartilhar as redes sociais dos mesmos e motivar as pessoas a assistirem ensaios e apresentações, e, se for possível, até mesmo entrar no coral de vocês – o objetivo geral é a valorização da música coral.

Quem sabe seu coro seja bastante popular em seu estado ou em sua região, então esta lista fará com que pessoas de outros lugares venham a conhecer seu trabalho também. E se seu coral não é conhecido e precisa de reforços, continue lendo.

Eu, FIRMEMENTE, acredito que podemos, sim, transformar a realidade em que vivemos.

Por certo, dificilmente conseguiremos mudar e fazer com que a vida seja exatamente como queremos, mas temos condições de transformar muitas situações e fazer o melhor que podemos dentro de nossas circunstâncias.

Você quer um Brasil com mais MÚSICA CORAL?

Quer que existam mais pessoas interessadas em comparecer às apresentações de seu coro? Precisa de mais coralistas qualificados para integrarem seu coral? Quer editais públicos voltados para o canto coral? Quer um YouTube com mais vídeos de corais brasileiros? Pensa que as gravadoras poderiam se interessar em produzir corais profissionais?

Portanto, bora fazer movimento. FAÇA PARTE DESTA CAMPANHA! Há milhares de coralistas em nosso país. E com a internete e a força das redes sociais nós podemos influenciar muita gente e mostrar a relevância que a Música Coral tem para a sociedade.

Continue lendo, pois a parte mais importante desta carta encontra-se no final e é para todos os corais participarem: profissionais, de igreja, infantis, de colégio, de universidade, etc.

DEIXE SEU LIKE + COMPARTILHE ESTE POST COM SEUS MAESTROS E CORALISTAS no WhatsApp, no Facebook, via e-mail. Fale sobre o assunto no seu ensaio.
Use a #heyparticipedeumcoral.

Em países como Inglaterra e Estados Unidos, por exemplo, o Canto Coral permanece FORTE!

Veja no YouTube o número de vídeos de corais SUPER BEM PRODUZIDOS e note o número de visualizações, curtidas e comentários! Depois procure corais brasileiros. Quantos vídeos profissionalmente gravados e editados temos de corais do Brasil?

Talvez, você seja privilegiado e sua cidade tenha uma comunidade de coros bastante ativa, que promove festivais de corais, que participa e ganha editais e com um público que aprecia a música coral.

Todavia, a maioria das cidades do Brasil não tem isso, portanto é importante movimentarmos o que temos – ao compartilhar os trabalhos que têm sido bem-sucedidos, municípios desprovidos de condições, serão encorajados a fazer acontecer.

ACREDITE NA FORÇA QUE PODE TER A UNIÃO DE MAESTROS E CORALISTAS EM UM MOVIMENTO BEM ORGANIZADO E PLANEJADO.

Fui educada para não ficar reclamando. É melhor analisar a situação, ver quais são os problemas e propor ações de MUDANÇA, em vez de ficarmos reclamando que é ruim. Se é ruim, vamos fazer com que fique bom! ;) “Tamo junto”?

Observem que no blogue eu já publiquei 5 ARTIGOS especificamente sobre MÚSICA CORAL, isto sem contar inúmeros outros posts onde eu mostro e divulgo vídeos de corais que admiro:

Os benefícios do canto coral
Tipos de Coral (ou Coro)
A valorização da música coral
Performances favoritas de música coral
Música coral no cinema

E quero divulgar nossos corais também.

Aos poucos, vamos aumentando a intensidade de nossa CAMPANHA. Posteriormente, quero motivá-los a participar de editais. Como tenho experiência na elaboração de editais e na participação como jurada, sei que precisamos de projetos mais fortes na área de Canto Coral, principalmente na área relacionada ao Audiovisual – com produção de clipes de alta qualidade para serem disponibilizados na internete.

Use a #heyparticipedeumcoral.

Mais a frente também falaremos sobre um levantamento/pesquisa que pretendemos fazer.

Quantos corais será que nós temos no Brasil? De quais tipos? Quais cidades têm o maior número de corais?

Quando somos comparados a outras nacionalidades, no que se refere ao mundo da Música, diz-se que os brasileiros, em geral, são desorganizados, desunidos e não gostam de ver o sucesso alheio. Eu quero acreditar diferente! Quero ver acontecer o contrário através desta campanha que pode crescer com o empenho de todos.

Siga nossa página no Facebook e nossa conta no Instagram para ficar por dentro dos próximos passos.

Acredito que com a união de maestros e coralistas podemos chamar a atenção do MERCADO DA MÚSICA e do GOVERNO

… para que produtores musicais & produtores audiovisuais e até mesmo as GRANDES GRAVADORAS abram os olhos para ótimos corais e invistam mais em vocês e, adicionalmente, para que o governo perceba o impacto que a música coral tem em todas as faixas etárias e classes sociais, propondo assim editais municipais, estaduais e nacionais voltados para o canto coral.

DEIXE SEU LIKE + COMPARTILHE ESTE POST COM SEUS MAESTROS E CORALISTAS no WhatsApp, no Facebook, via e-mail. Fale sobre o assunto no seu ensaio.

Baixe os documentos a seguir e leia as informações até o final deste post.

BAIXE AQUI – Modelo de Preenchimento

BAIXE AQUI – Documento para você preencher e enviar

Para incluir seu coral no POST SOBRE CORAIS DO BRASIL, precisamos que você envie:

– Nome do coral
– Cidade e estado de origem
– Bairro onde ensaiam
– Foto do coral (de preferência uma foto profissional)
– Informações sobre o coral: favor usar a classificação de acordo com este post sobre classificação de corais
– Currículo resumido do coral (máximo 1000 caracteres)

– Redes sociais do coral
Website do coral (se houver)

– Tem um vídeo de alta qualidade? Envie o link.
– Nome de algumas músicas que vocês cantam (se possível, com nome do artista e compositor da referida peça)
– Seu coral tem interesse de fazer ensaios abertos para o público assistir? (com o objetivo de que este público entenda como acontece um ensaio e desenvolva mais interesse pela música coral – nos posts em que eu divulgar os corais, deixarei claro que as pessoas terão de seguir as redes sociais dos corais que lhe interessam ou mandar e-mail para o maestro para saber a data em que o coral receberá ouvintes)
– Seu coral tem interesse de fazer um ensaio participativo? (para que as pessoas possam ensaiar junto com seu coral por um dia e saber como é ter esta experiência)
– Seu coral tem vagas para novos integrantes? Quais são os pré-requisitos para participar?
– E-mail para contato (para que pessoas/organizações que tenham interesse em convidá-los/contratá-los para eventos possam conversar com vocês, ou para pessoas com interesse de participar do coral, por exemplo)

A resposta deve ser conforme o modelo a seguir para que entre na lista:

– Coral Vozes do Inverno*
– Gramado – RS
– Centro
– FOTO (colocar anexada ao e-mail)
– Coral misto, de adultos, acompanhado por pianista, erudito, multi-idioma, a 4 vozes, semivoluntário, sem remuneração, semiprofissional, por audição, limitado.
– Coral fundado em 1982 por amigos que se conheceram na faculdade de Música da UFRGS. Desde então vem se apresentando em universidades, festivais de música e em concertos próprios em teatros pelo estado do RS. Já passaram pelo coral, aproximadamente, 200 coralistas e, atualmente, conta com 30 integrantes. Premiado duas vezes com o Troféu Gente Gaúcha na Cultura e selecionado em editais públicos nos últimos 5 anos.
– Facebook Vozes do Inverno | Instagram @vozesdoinverno
– vozesdoinverno.com.br
– https://www.youtube.com/watch?abcde
– Requiem em Dm de Mozart | Requiem de Fauré
– Queremos fazer ensaios abertos
– Não teremos ensaios participativos
– Temos vagas | Precisa saber ler partitura e fazer audição
– contato @vozesdoinverno.com.br

*Este coral não existe. É fictício.

Vale mencionar que nosso blogue alcança dezenas de milhares de visualizações mensais.

Você também vai gostar de ler: Os benefícios do canto coral
Tipos de Coral (ou Coro)
A valorização da música coral
Performances favoritas de música coral
Música coral no cinema

Para onde enviar

Envie os dados de seu coral para o e-mail paula8musique@gmail.com, até o dia 25 de novembro 18 de dezembro. Se você não receber uma resposta de e-mail com “recebido” em até 48h, é porque o e-mail não chegou a nós. Informe-nos na seção de comentários abaixo que você irá encaminhar as informações.
ATENÇÃO: o e-mail paula@paulamusique.com não está funcionando no momento.

Esta Campanha faz parte do MOVIMENTO MÚSICA NOBRE.
Vamos precisar da ajuda de pessoas competentes e bem relacionadas para fazermos esta campanha crescer e organizarmos os próximos passos.
Se você souber de algum levantamento que foi feito sobre corais em sua cidade ou estado, por favor, entre em contato conosco.
Use a #heyparticipedeumcoral.

Maestros e coralistas, aqui finalizo esta carta e fico no aguardo de sua resposta.

Com carinho e cheia de esperança,
Paula Musique

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A Valorização da Música Coral no Brasil através da Campanha “Hey! Participa(rei) de um Coral” https://paulamusique.com/campanha-valorizacao-da-musica-coral/ https://paulamusique.com/campanha-valorizacao-da-musica-coral/#comments Fri, 21 Jun 2019 02:50:54 +0000 http://paulamusique.com/?p=7331 . Este é o terceiro post da Série Canto Coral que faz parte da “Campanha Hey! Participa(rei) de um Coral” e objetiva a valorização da Música Coral! – por Paula Musique – . O QUE É A “CAMPANHA HEY! PARTICIPA(REI) DE UM CORAL!”? Por saber dos inúmeros benefícios da prática coral, queremos motivar nossos leitores a ter esta experiência, caso nunca tenham cantado em um coral. E aos leitores que já participam de um...

O post A Valorização da Música Coral no Brasil através da Campanha “Hey! Participa(rei) de um Coral” apareceu primeiro em Paula Musique.

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Este é o terceiro post da Série Canto Coral que faz parte da “Campanha Hey! Participa(rei) de um Coral” e objetiva a valorização da Música Coral!

Campanha Canto Coral FB

– por Paula Musique –
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O QUE É A “CAMPANHA HEY! PARTICIPA(REI) DE UM CORAL!”?

Por saber dos inúmeros benefícios da prática coral, queremos motivar nossos leitores a ter esta experiência, caso nunca tenham cantado em um coral. E aos leitores que já participam de um coral, gostaríamos que incentivassem seus contatos a se tornarem coralistas também.

Quando cantamos em coral, temos a oportunidade de:
— conhecer outros gêneros musicais, compositores, letristas e arranjadores
— ampliar a nossa perspectiva sobre música
— conhecer habilidades que nem sabíamos que tínhamos
— descobrir dificuldades que podem ser trabalhadas

Muito reclama-se no Brasil que apenas uns 3 gêneros musicais recebem mais atenção. De nada adianta reclamar sem se mexer e fazer algo para mudar a realidade da música em nosso país.

Não deixe de ler a CARTA PARA MAESTROS E CORALISTAS. Imperdível!

Assim, para deixá-lo animado, clique aqui e escute esta canção enquanto lê o post inteiro. E pense: há muitas crianças e adolescentes talentosos também no Brasil, só precisamos mudar algumas coisas por aqui para que elas tenham mais espaço e oportunidades de desenvolver a musicalidade que há dentro delas. ;)
(está com pouco tempo e não dá pra ouvir/assistir o vídeo inteiro? então comece no 3:15)

 

OBJETIVO DA CAMPANHA

O objetivo principal é a VALORIZAÇÃO DA MÚSICA CORAL no Brasil. Como?
1) incentivando a criação de novos corais
2) estimulando o aprimoramento dos corais já existentes
3) aumentando o interesse e conhecimento do brasileiro por canto coral
4) gerando mais visualizações de vídeos de corais na internet
5) motivando corais a produzirem videoclipes profissionais para divulgação de seu trabalho
6) encorajando pessoas a seguirem maestros e corais em redes sociais
7) atraindo a atenção de produtores e gravadoras à música coral
8) ampliando a busca por aulas individuais de canto
9) gerando mais oportunidades de trabalho para maestros, compositores, arranjadores, pianistas co-repetidores e cantores

+ Leia: Os Benefícios do Canto Coral
Aprenda a ler partitura com exercícios automatizados

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ONDE VOCÊ PODE ENCONTRAR UM CORAL

Afinal, onde você pode encontrar corais? Há corais em escolas, universidades, empresas, hospitais, igrejas (há muitos corais de igreja!), fundações culturais, associações de bairros e até mesmo no mar. ;) Se você estiver interessado, pode telefonar para a secretaria de cultura ou fundação cultural de seu município para pedir informações e participar da campanha conforme informações a seguir.

Corais by Jan Mallader

Foto: Jan Mallander (Corais)

COMO PARTICIPAR

1) Se você nunca cantou em coral, recomendo que você se dê uma chance e procure um que se adeque ao seu perfil. É uma super experiência, tanto para aprimoramento musical quanto para desenvolvimento pessoal. Se você acha que não sabe cantar, aproveite para buscar um bom professor de canto.

– copie a imagem abaixo (clicando com o botão direito sobre ela se você está no computador ou clicando sobre a foto no seu celular)
– compartilhe em seu Facebook, Instagram e WhatsApp e peça que seus amigos indiquem corais em sua cidade
– entre em contato com maestros em sua cidade para pedir informações sobre o coral, perguntar se tem vagas e quais são os pré-requisitos para participar
– use a #heyparticipedeumcoral
– compartilhe nossos posts da Série Canto Coral para que as pessoas entendam do que se trata e para que sirva de estímulo para elas também

Arte: Fábio Raulino

2) Se você já cantou em coral, mas não canta mais, sugiro que tente retomar à vida de coralista e, talvez, busque algo diferente. Se você já é um cantor experiente e cantou em coral de música popular, por exemplo, agora procure um coral de música erudita, ou vice-versa.

– copie a imagem abaixo (clicando com o botão direito sobre ela se você está no computador ou clicando sobre a foto no seu celular)
– compartilhe a imagem em seu Facebook, Instagram e WhatsApp e peça que seus amigos indiquem corais
– entre em contato com maestros em sua cidade para pedir informações sobre o coral, perguntar se tem vagas e quais são os pré-requisitos para participar
– use a #heyparticipedeumcoral em fotos que você tirar em ensaios ou apresentações com seu coral, assim que entrar em um
– compartilhe nossos posts da Série Canto Coral para que as pessoas entendam do que se trata e para que sirva de estímulo para elas também

+ Leia: Minhas Performances Favoritas de Canto Coral
Conheça nosso Banco de Rimas
Os Tipos de Corais (coros)

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3) Se você já canta em coral, então você entende a importância desta campanha e sabe como um país que valoriza a música coral abre um leque de oportunidades culturais e de variedade musical. Como participar da campanha?

– copie a imagem abaixo (clicando com o botão direito sobre ela se você está no computador ou clicando sobre a foto no seu celular)
– compartilhe a imagem em seu Facebook, Instagram e WhatsApp
– compartilhe os posts da Série Canto Coral em suas redes sociais
– use a #heyparticipedeumcoral em fotos que você tirar em ensaios, em apresentações com seu coral ou em momentos de descontração com os colegas coralistas
– tire uma foto sua e escreva eu sou coralista e use a #heyparticipedeumcoral
– tire uma foto de seu coral e marque com a #heyparticipedeumcoral

Arte: Fábio Raulino

4) Se você é maestro e tiver interesse em participar:

– envie as imagens e os posts para seus coralistas
– envie as imagens e os posts para seus colegas maestros
– compartilhe os posts da Série Canto Coral em suas redes sociais
– aproveite a oportunidade para estimular o mercado e a cultura do canto coral
– tire fotos de seu coral e marque com a #heyparticipedeumcoral
– tire uma foto sua, escreva eu sou maestro e estou na #heyparticipedeumcoral

Enfim, se UMA pessoa sentir-se motivada por esta campanha e entrar em um coral, isto já terá valido a pena. Porém, temos dezenas de milhares de leitores todos os meses aqui e se muitos de vocês contribuírem, muitos corais receberão um fôlego especial em todo o Brasil.

Então é isso aí! De tijolo em tijolo se constrói um lar

Pouco a pouco vamos transformando a cultural musical de nosso país! Basta querer e AGIR!

Se você ainda não leu o primeiro post da série, que é sobre Os Benefícios do Canto Coral, clique aqui.
Para assistir performances incríveis de corais ao redor mundo, é aqui.
Quer dar umas gargalhadas? 38 Pérolas dos Vestibulares de Música

||||| O que você achou desta iniciativa da campanha? Conta pra mim nos comentários se você canta ou já cantou em coral alguma vez na vida e como foi sua experiência.

 

PARA DIVULGAR NO INSTAGRAM ESTA CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO DA MÚSICA CORAL, VOCÊ PODE USAR AS IMAGENS ABAIXO

Imagem para valorização da música coral e incentivo à participação em corais (para quem ainda não participa)

 

Imagem para valorização da música coral e incentivo à participação em corais (para quem já participa)

 

*arte da campanha produzida pelo designer @fabioraulino.dzn (Instagram)

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Movimento Música Nobre: uma breve introdução https://paulamusique.com/movimento-musica-nobre-uma-breve-introducao/ https://paulamusique.com/movimento-musica-nobre-uma-breve-introducao/#respond Fri, 22 Sep 2017 00:40:02 +0000 http://paulamusique.com/?p=4539 Este blogue, como canal de comunicação, tem, além de outros objetivos, a intenção de iniciar em dezembro de 2017 este movimento que decidi chamar “Movimento Música Nobre”. Saiba que não é apenas no Brasil que milhões de pessoas reclamam da produção musical dos últimos anos. Outros países percebem uma grande mudança no cenário musical – para pior. Por que esta insatisfação? Qual é o tipo de música mais consumida no Brasil e no mundo?...

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Este blogue, como canal de comunicação, tem, além de outros objetivos, a intenção de iniciar em dezembro de 2017 este movimento que decidi chamar “Movimento Música Nobre”. Saiba que não é apenas no Brasil que milhões de pessoas reclamam da produção musical dos últimos anos. Outros países percebem uma grande mudança no cenário musical – para pior. Por que esta insatisfação? Qual é o tipo de música mais consumida no Brasil e no mundo? Que tipo de artista vende mais? Por que nas décadas passadas se cantava a esperança, um futuro melhor, o amor verdadeiro e eterno, a gentileza de ajudar o próximo? Quais seriam as influências histórias que abalaram a cena musical? Saiba mais sobre as propostas deste Movimento acompanhando o blogue. Ainda há esperança, sim; e somos nós, os insatisfeitos, que podemos transformar o presente, alterando assim o futuro.

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